Despertar

Tenho olhado ao meu redor e apenas observado imundícies, tenho sentido nojo da mediocridade alheia, mas mais ainda, sentido nojo do quão patético eu sou. Ainda assim, eu possuo uma espécie de esperança sem sentido, uma quase certeza de que ainda haverei de superar essa coisa pequena, esse lixo, essa mediocridade.

Eu não aceito a minha realidade, eu não aceito esse ambiente, essas variáveis, essas condições. O avatar que me rege regurgitou ao observar minha pequenez, cuspiu em minha face ao ver meus grilhões, ao descobrir que sou escravo da realidade, do que é dito fato. Não há mais espaço para que se continue sendo pequeno e medíocre.

Não mais aceito essa realidade, essas cadeias, essas condições. Haverei de transformar o que vejo, haverei de remodelar o mundo e banir a mediocridade para longe de mim, remodelarei o que é verdadeiro e o que é falso pois sou senhor de minha vontade e a vontade que há em mim é maior que o real.

Sou um artífice da vontade, e a minha vontade ecoa pelo que é real, a minha vontade é.



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